Polícia Civil e Segurança Presente prendem falsa veterinária em Niterói

 

Policia cívil de Niterói 

Publicado em: 28 de junho de 2026 | Redação – Niterói em Notícias

Uma ação conjunta da Polícia Civil e do programa Segurança Presente resultou na prisão de uma mulher que atuava ilegalmente como médica veterinária em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. A suspeita prestava atendimentos, aplicava medicamentos e emitia receitas sem possuir formação ou registro profissional válido, colocando em risco a saúde de animais e a segurança de seus tutores.


Como a investigação começou


O caso teve início após denúncias encaminhadas ao Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-RJ) e à Delegacia de Defesa do Consumidor de Niterói. Moradores do bairro de Icaraí relataram que uma mulher se apresentava como veterinária, atendia em consultório particular e também realizava visitas domiciliares, cobrando valores semelhantes aos de profissionais registrados.

Durante levantamentos, foi constatado que ela não possuía diploma reconhecido pelo MEC nem cadastro ativo no CRMV, o que caracteriza exercício ilegal da profissão — conduta que passou a ser crime expresso em todo o Brasil com a sanção da Lei nº 15.425/2026, no início deste mês.

Ação conjunta


Na manhã desta sexta-feira (26), equipes da 7ª Delegacia de Polícia e agentes do Segurança Presente, programa de policiamento de proximidade do governo estadual com atuação fixa em Niterói, cumpriram mandado de busca e apreensão em um imóvel na Rua Moreira César.
No local, foram encontrados:

✅ Medicamentos de uso veterinário controlados e sem procedência comprovada
✅ Seringas, agulhas e materiais de curativo
✅ Recibos, receitas e cartões de visita com a falsa identificação profissional
✅ Anúncios feitos em redes sociais e grupos de bairro

A suspeita, de 38 anos, foi presa em flagrante e encaminhada à delegacia para prestar depoimento. Ela não quis se pronunciar sobre o caso.

Riscos e penalidades.


Segundo o delegado responsável, a atuação irregular pode causar danos graves: “Medicamentos usados sem conhecimento técnico, dosagem incorreta ou diagnóstico errado podem levar a complicações, sofrimento ou até morte dos animais. Além disso, tutores são lesados financeiramente e não têm garantia de atendimento qualificado”.

Com a nova legislação, a falsa veterinária responde por exercício ilegal da profissão, com pena prevista de 6 meses a 2 anos de prisão, além de multa. Se ficar comprovado que houve maus-tratos ou morte de animais, as penas podem aumentar ainda mais.

Orientações ao público


O CRMV-RJ alerta que, para confirmar se um profissional é habilitado, basta consultar o site ou aplicativo do conselho. “Exija sempre o número de registro, evite atendimentos informais e denuncie qualquer suspeita. A segurança dos animais depende da escolha de profissionais qualificados”, reforça nota do órgão.
A investigação segue para apurar quantos atendimentos foram feitos e se há outras vítimas na região.
Matéria  - baseada em informações da Polícia Civil, Segurança Presente e CRMV-RJ. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 197 ou diretamente na delegacia mais próxima.

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