Ministro André Mendoça
Publicado em: 28 de junho de 2026 | Redação – Brasil em Foco
O cenário jurídico e político ganhou novo capítulo nesta semana: o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, responsável pela relatoria de dois dos maiores inquéritos em tramitação na Corte — a fraude no Banco Master e os descontos indevidos no INSS — passou a figurar como alvo de diligências preliminares da Polícia Federal (PF). A informação foi confirmada por fontes com acesso aos autos e gera intensos debates sobre independência judiciária e transparência nas investigações.
O que motivou a apuração
Segundo relatos da área de inteligência da PF, as investigações surgiram a partir de elementos colhidos durante a Operação Compliance Zero, que desmantelou esquemas de pressão, monitoramento e fraudes ligados ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Os pontos que geraram questionamentos:
✅ Relações e contatos: Análise de mensagens e registros de agenda aponta encontros frequentes entre assessores de Mendonça e representantes ligados a grupos econômicos envolvidos nos casos sob sua relatoria.
✅ Alterações na condução dos inquéritos: Trocas de delegados, remoção de perícias e mudanças no ritmo das quebras de sigilo geraram suspeita de possível interferência indevida no curso das apurações.
✅ Vazamentos seletivos: Dados sigilosos dos processos teriam chegado a veículos e advogados de partes interessadas, levando a PF a verificar se houve falha ou acesso irregular na estrutura do gabinete do ministro.
Importante destacar: não há ainda denúncia formal, acusação criminal ou pedido de busca e apreensão. Trata-se de uma apuração preliminar interna, fase em que a instituição apenas verifica se os indícios são consistentes para abrir um inquérito oficial.
Reação da defesa e do STF
Em nota oficial divulgada neste sábado, a assessoria jurídica de André Mendonça classificou a medida como “tentativa de desestabilização política e jurídica”:
“O ministro atua com rigor técnico e dentro da lei em todos os processos sob sua responsabilidade. Qualquer apuração que vise desviar o foco dos fatos apurados é indevida e contrária à independência do Judiciário. Estamos à disposição para apresentar todos os esclarecimentos necessários”, afirmou o advogado responsável.
A Presidência do STF, por sua vez, divulgou comunicado afirmando que respeita a atuação da PF, mas acompanha “com atenção para garantir que as investigações sejam conduzidas com isenção e sem motivações políticas”.
Contexto: Mendonça é relator de casos bilionários
Desde fevereiro de 2026, André Mendonça assumiu a relatoria de dois processos de enorme impacto:
- Operação Compliance Zero: Apura fraudes de mais de R$ 8 bilhões no Banco Master, com suspeita de lavagem de dinheiro e pressão a autoridades.
- Operação Sem Desconto: Investiga descontos indevidos em benefícios de aposentados, prejuízo estimado em R$ 12 bilhões e envolvimento de agentes públicos.
A troca de relatoria ocorreu após o ministro Dias Toffoli se declarar impedido por vínculos com o ex-controlador do banco, Daniel Vorcaro.
O que dizem especialistas
Advogados e juristas dividem opiniões:
- Críticos: Alertam que “ninguém está acima da lei” e que a transparência é fundamental para manter a credibilidade das investigações.
- Defensores: Ressaltam que, por ser apenas fase preliminar, não há fato provado e que pode ser uma estratégia para paralisar processos que incomodam grupos poderosos.
A própria PF reforça que o sigilo das diligências será mantido até conclusão, evitando vazamentos que prejudiquem qualquer das partes.
Próximos passos
Em até 30 dias, a Polícia Federal deverá apresentar relatório concluindo se há elementos suficientes para transformar a apuração em inquérito formal ou se o caso será arquivado por falta de provas.
Enquanto isso, os processos sob relatoria de Mendonça seguem seu curso normal no STF, sem suspensão de prazos ou decisões.
Matéria baseada em informações da Polícia Federal, Supremo Tribunal Federal e fontes confiáveis. As apurações estão em fase preliminar, sem acusação definitiva.
