“Parceiro terrível”: Trump encerra laços comerciais com a Espanha

 

Decisão afeta exportações e pode gerar reflexos em toda a União Europeia

Washington, 8 de julho de 2026 — O ex-presidente e atual líder político dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou oficialmente nesta quarta-feira o rompimento de acordos comerciais bilaterais com a Espanha, classificando o país europeu como “um parceiro terrível” e acusando-o de práticas que prejudicam a economia norte-americana.

Em pronunciamento realizado em sua sede política, Trump afirmou que a medida foi tomada após meses de negociações consideradas infrutíferas. Segundo ele, a Espanha teria mantido barreiras tarifárias injustas, favorecido produtos locais em detrimento de importações dos Estados Unidos e não cumprido compromissos firmados em tratados anteriores.

“Durante anos, aceitamos condições que não favorecem nossos agricultores, industriais e trabalhadores. A Espanha não cumpre sua parte e ainda lucra às custas da nossa economia. Não podemos mais aceitar isso — por isso, encerramos nossos acordos comerciais e reavaliaremos toda a nossa parceria econômica com eles”, declarou.

A decisão inclui a suspensão de benefícios tarifários, a revisão de cotas de importação e a aplicação de novas taxas sobre produtos espanhóis que entram no território norte-americano. Estimativas preliminares apontam que setores como o vinho, o azeite de oliva, a indústria automotiva e o turismo podem ser diretamente afetados em ambos os lados.

Em resposta, o Ministério da Economia e Comércio da Espanha divulgou uma nota criticando a medida, classificando-a como “unilateral e sem fundamento”. A pasta ressaltou que as relações comerciais entre os dois países são equilibradas e que o rompimento trará prejuízos mútuos.
“Essa decisão representa um retrocesso para o comércio livre e justo. A Espanha sempre atuou dentro das regras estabelecidas pela Organização Mundial do Comércio e continuará defendendo seus interesses e os de seus parceiros europeus”, afirmou o comunicado.

Analistas econômicos alertam que o impacto pode ultrapassar a relação bilateral, influenciando negociações entre os Estados Unidos e a União Europeia como um todo. O mercado financeiro já reagiu com queda em ações de empresas ligadas ao comércio exterior e oscilação no valor do euro em relação ao dólar.

Especialistas apontam que, embora a medida seja simbólica e prática, ainda há espaço para novas conversas, caso ambas as partes demonstrem disposição para rever os pontos de conflito. Por enquanto, as empresas dos dois países se preparam para ajustar suas operações e buscar rotas alternativas de comércio.

Fonte - MSN

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