Ex-'MasterChef' é visto vendendo doce em sinal de trânsito e se manifesta: “Não é indigno, é recomeço”


 Data: 17 de julho de 2026

Por: Redação | Atualidades & Comportamento  Ricardo de Moura Pereira.  Fonte - Jornal Extra 
Imagens que viralizaram nas redes sociais nos últimos dias chamaram a atenção do público: Estefano Zaquini, participante da primeira temporada e vice-campeão da edição MasterChef: A Revanche, da Band, foi flagrado oferecendo doces em um sinal de trânsito de Santo André, região do ABC Paulista, onde mora com a família. O registro, publicado no perfil “Santo André Depressão”, ganhou milhares de visualizações e gerou uma enxurrada de comentários — desde surpresa até julgamentos precipitados.

Diante da repercussão nacional, o cozinheiro de 32 anos resolveu quebrar o silêncio e explicar a situação em entrevista ao programa A Tarde é Sua, da RedeTV!, comandado por Sonia Abrão.

A declaração: “Trabalho desde criança e não tenho vergonha”

Em áudio enviado à atração, Estefano confirmou que está mesmo vendendo doces nas ruas, mas deixou claro que não vê nisso nenhuma humilhação:
“Sim, estamos trabalhando com esse serviço informal agora. Também seguimos com bufês e eventos para clientes que ainda confiam no nosso trabalho. Temos compromissos a honrar, e essa foi uma forma de não ficar parado, gerar renda extra e seguir em frente”.
Ele relembrou suas origens para defender sua postura:
“Vendo coisas desde os 8 anos, quando minha avó fazia salgados e eu saía com uma caixa de isopor — de porta em porta, em comércios e também em sinais. Não vejo isso como serviço indigno, mas como recomeço. Não é fácil, mas a gente recomeça quantas vezes for preciso”.


O contexto: dificuldades após a fama

Depois do sucesso no reality, Estefano abriu seu próprio negócio de gastronomia, mas enfrentou dificuldades financeiras e acabou envolvido em polêmicas — incluindo acusações de clientes que alegaram não ter recebido serviços contratados ou o reembolso de valores pagos antecipadamente.
Ele nega má-fé e afirma que a venda nas ruas é justamente para regularizar suas contas e honrar todos os acordos:
“Vergonha não é trabalhar, é deixar uma dívida ou um compromisso para trás sem dar satisfação. Hoje concilio o que aprendi na cozinha com esse esforço diário para reconquistar meu espaço”.


Reações: o que a história ensina

O caso reacendeu um debate importante: a fama não garante estabilidade financeira e todo trabalho honesto merece respeito. Muitos internautas elogiaram a coragem: “Melhor vender doce do que ficar parado ou pedir ajuda sem fazer nada”, escreveu um seguidor. Outros destacaram que o sucesso na TV é passageiro e a vida profissional tem altos e baixos.
Especialistas em carreira lembram que, no Brasil, mais de 40% dos trabalhadores estão na informalidade, e para quem é autônomo — como a maioria dos cozinheiros e organizadores de eventos — a renda pode variar muito de um mês para o outro.

O que ele espera para o futuro

Estefano diz que não abandonou a gastronomia: continua atendendo encomendas de doces, bolos e bufês, e as vendas nos sinais são apenas um complemento enquanto novas oportunidades não chegam.

“Quero voltar a ter uma estrutura maior, mas sem deixar de valorizar cada centavo conquistado. Quem trabalha com dignidade nunca está perdido”, finalizou.
A história mostra que, independentemente do que já conquistamos, a capacidade de recomeçar é o que realmente define uma trajetória.

Fonte: RedeTV!, redes sociais e reportagens de veículos parceiros. Matéria atualizada conforme declarações oficiais do profissional.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem