Advogado de Lulinha rebate Flávio Bolsonaro e cobra: “Apresente notas e vínculos ligados ao Banco Master”


 Guilherme Sugimori Santos reagiu às acusações feitas pelo pré‑candidato e devolveu a crítica: enquanto o filho do presidente já esclareceu tudo ao STF, o senador precisa explicar R$ 1,5 milhão em documentos ligados ao grupo de Daniel Vorcaro

O embate político ganhou novo capítulo nesta semana: após Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) publicar um vídeo cobrando investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, a defesa do filho do presidente Lula respondeu de forma incisiva. Em manifestação pública, o advogado Guilherme Sugimori Santos afirmou que Lulinha já prestou todos os esclarecimentos necessários ao Supremo Tribunal Federal — e devolveu a cobrança diretamente ao senador: “Apresente você também as notas fiscais e os vínculos ligados ao Banco Master”.

O que está por trás da troca de acusações

Flávio Bolsonaro havia levantado suspeitas sobre supostos repasses a Lulinha, alegando uma “mesada” de R$ 300 mil ligada ao INSS. Mas a própria defesa e as autoridades já descartaram essa versão: não há provas, trata‑se de um relato isolado sem sustentação, e todos os dados foram apresentados e analisados pelo STF.

Já no caso do senador, os documentos confirmam que seu escritório de advocacia emitiu **três notas fiscais de R\(500 mil cada**, totalizando R\) 1,5 milhão, em abril de 2025: duas para a Copenhagen Consultoria e uma para a Contábil Correa — empresas que têm como elo comum o contador Rogério Lourenço Novo, apontado pela Polícia Federal como operador central do grupo do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Duas notas foram canceladas no mesmo dia; a terceira foi paga. Flávio diz que tudo é regular, mas não apresentou contratos, relatórios ou provas concretas do serviço prestado.

A resposta direta do advogado

“O senador Flávio Bolsonaro cobra coisas que já foram esclarecidas, mas foge de mostrar o que realmente interessa”, disse Guilherme Sugimori Santos. “Se ele quer transparência, que comece por si mesmo: apresente o conteúdo dos contratos, explique por que emitiu e cancelou notas de meio milhão no mesmo dia, diga qual foi o trabalho efetivamente realizado e mostre a origem dos valores que passaram pelo seu escritório e estão ligados ao Banco Master”.

A defesa lembrou ainda que o próprio Flávio já admitiu ter negociado com Vorcaro recursos para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro — o que aprofunda a necessidade de explicações sobre a natureza dessas relações.

O que diz a versão de Flávio

O pré‑candidato afirma que prestou assessoria jurídica regular, que não sabia dos vínculos das empresas com o esquema investigado e que o cancelamento ocorreu porque os serviços não foram concluídos. Também classificou o vazamento das notas como “quebra de sigilo ilegal”. Até agora, porém, não apresentou documentos que comprovem o teor dos serviços nem a ausência de ligação com as atividades alvo da PF.

O desfecho do confronto

A troca de acusações ocorre em plena semana de convenções partidárias, quando o foco deveria ser propostas de governo. Em vez disso, o debate gira em torno de provas, transparência e explicações que, de um lado, já foram dadas — e de outro, continuam pendentes. Como sintetizou o advogado de Lulinha: “Quem deve explicações é quem tem documentos milionários ligados a investigações. O resto é tentativa de desviar o foco”.

Fonte - MSN

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