Swgundo as informações do portal de notícias do Revista Fórum e tamb.em o MSN Notícias . Revela uma bomba da extrema direita na reta final da campanha eleitoral de 2026. O portal de noticias notificou que a emendas parlamentares do senador Flávio Bolsonaro (PL) foram usadas para pagar o Instituto de Medicina e Projeto (IMP), enquadrado pela Receita Federal como “inexistente de fato” e investigado pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), além de duas empresas alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de fraude em licitações.
A apuração, realizada pelo UOL, rastreou os beneficiários dos recursos destinados pelo senador desde 2020, revelando um padrão de repasse a entidades com histórico de irregularidades graves. O caso envolve ainda um miliciano condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco, que teria tratado diretamente da liberação de emendas com uma assessora do senador.
A reportagem rastreou as empresas e entidades contratadas pelos órgãos públicos que receberam os recursos de emendas do senador Flávio Bolsonaro (PL) desde 2020, quando mais de R$ 300 milhões foram reservados para suas emendas no orçamento federal. O levantamento identificou pagamentos ao Instituto de Medicina e Projeto (IMP), às empresas Glágio do Brasil e Inbra-Tecnologia, e ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (IFOP), este último alvo de reportagem anterior, de setembro de 2025, que já apontava indícios de irregularidades na destinação de R$ 200 mil para um projeto esportivo em Taquara, no Rio.
O IMP recebeu R$ 666 mil em agosto de 2025, provenientes de emenda destinada à saúde de Mesquita (RJ). A Glágio do Brasil recebeu R$ 569 mil entre maio e junho, e a Inbra-Tecnologia, R$ 1,1 milhão, ambas em convênios com emendas do senador. As três entidades têm em comum o fato de estarem sob investigação ou terem sido formalmente classificadas como irregulares por órgãos públicos, o que torna o conjunto das descobertas especialmente grave.
Há ainda um elemento que conecta as emendas ao crime organizado. Segundo mensagens reveladas pelo Estadão, Robson Calixto, o miliciano conhecido como Peixe, condenado no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco, tratou da liberação de emendas de Flávio Bolsonaro diretamente com uma assessora do senador. O dado amplia o escopo político do caso para além das irregularidades administrativas.
O caso do Instituto de Medicina e Projeto (IMP)
Além do IMP, emendas de Flávio Bolsonaro também foram usadas em despesas do governo do Rio de Janeiro com empresas que estão na mira de operação da Polícia Federal. As investigações da PF miram suspeitas de fraude em licitações de equipamentos de proteção balística para a Polícia Militar do Rio de Janeiro, um setor com histórico de irregularidades e contratos milionários.
A Glágio do Brasil, alvo direto da investigação da PF, recebeu R$ 569 mil entre maio e junho em convênios que incluíam emendas de Flávio Bolsonaro. Segundo o UOL, a maior parte desse valor veio de um convênio com recursos também de Daniela do Waguinho (Republicanos) e Hélio Lopes (PL). A Inbra-Tecnologia, citada como parte de um segundo grupo investigado na mesma operação, recebeu um pagamento de R$ 1,1 milhão proveniente de emendas do senador.
O fato de duas empresas sob investigação por suspeita de cartel em licitações públicas figurarem entre os beneficiários das emendas de Flávio Bolsonaro aprofunda as questões sobre os critérios de seleção dos contratados pelos órgãos que recebem esses recursos. Os pagamentos às duas empresas ocorreram enquanto a operação da PF já estava em curso, o que torna ainda mais relevante a necessidade de esclarecimentos sobre o fluxo de decisões que levou à contratação.
Procurado pelo UOL, Flávio Bolsonaro afirmou não indicar as empresas que receberão os valores enviados por ele aos órgãos públicos beneficiários das emendas. A declaração transfere a responsabilidade pela escolha dos contratados para as prefeituras e governos estaduais que recebem os recursos. É uma resposta que segue o protocolo padrão de parlamentares questionados sobre o destino de emendas: o senador destina, o ente público contrata.
O argumento, porém, tem limites políticos evidentes. As emendas parlamentares são recursos do orçamento federal que deputados e senadores direcionam a projetos e obras em seus estados e municípios, e funcionam como um dos principais instrumentos de influência política no Brasil. Quando o dinheiro chega a entidades com irregularidades documentadas, a pergunta sobre a responsabilidade do parlamentar não se resolve apenas com a afirmação de que ele não escolheu o fornecedor. A fiscalização sobre quem recebe as emendas é, na prática, fragmentada: o parlamentar indica o destino, o órgão público contrata, e os mecanismos de controle raramente operam em tempo real.
O caso de Flávio Bolsonaro se insere em um debate mais amplo sobre o modelo das emendas parlamentares no Brasil, que nos últimos anos cresceu em volume e opacidade. A combinação de recursos elevados, baixa transparência e controle frágil cria condições para que entidades com histórico de irregularidades continuem sendo contratadas com dinheiro público, independentemente de quem tenha feito a destinação original.
Fonte - MSN e Revista Fórum
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