Neste domingo (27), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se pronunciou contra as alegações feitas por Flávio Bolsonaro (PL). Ele acusou a instituição de disseminar notícias falsas a seu respeito no contexto da controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida. Em comunicado, a CNBB declarou que “mentira não se combate com outra mentira”.
A Conferência deixou claro que “não criou, permitiu ou esteve envolvida na elaboração ou disseminação de informações falsas relacionadas ao processo eleitoral em curso”. Além disso, a entidade afirmou que "repudia a criação e o uso de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar".
Além disso, a CNBB afirma que não faz parte de nenhuma organização político-partidária, partido ou candidatura. As declarações da CNBB sobre as eleições são baseadas em sua missão pastoral e nos princípios públicos expressos em seus documentos, que são orientados pela dignidade humana, pelo bem comum, pela democracia e pela liberdade de consciência.
“Atribuir à CNBB participação em estruturas de produção ou disseminação de desinformação, sem fatos e provas que sustentem tal afirmação, atinge injustamente a instituição e não contribui para a serenidade e a responsabilidade que devem caracterizar o processo eleitoral. A mentira não se combate com outra mentira”, conclui a nota.
Jorge Messias se solidariza com a CNBB
Após as acusações de Flávio Bolsonaro, o Advogado-geral da União, Jorge Messias, publicou uma nota em solidariedade à CNBB. Na nota, Messias afirma que expressa sua “total solidariedade à CNBB diante dos ataques e agressões que injustamente vem sofrendo por parte do candidato Flávio Bolsonaro”.
“Movido pelo amor maior de Jesus Cristo, que nos une como irmãos, repudio igualmente a mentira utilizada como instrumento de conveniência política e eleitoral. Defendo um Estado que assegure a liberdade religiosa de todos, sem legislar sobre a fé de ninguém, sem impor crenças e sem impedir que cada pessoa viva e proclame livremente suas convicções”, afirmou o advogado-geral.
Messias também afirmou que a base do Estado laico “pressupõe a convivência respeitosa de todas as crenças religiosas” e que reconhece o “papel decisivo a favor da construção de uma sociedade democrática em nosso país” desempenhado pela CNBB.
Fonte MSN
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