O que os documentos liberados esclarecem sobre a relação de Trump com Jeffrey Epstein

 

Nova York, 22 de julho de 2026 — A liberação gradual de milhares de páginas de documentos, diários, e-mails e registros de viagem pertencentes ao financista condenado por tráfico sexual Jeffrey Epstein reacendeu o debate sobre suas conexões com figuras poderosas — entre elas o presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Os arquivos, divulgados entre 2025 e 2026 pelo Departamento de Justiça e pelo Congresso americano, mostram uma relação próxima durante décadas, mas sem provas definitivas de participação em crimes.

De acordo com levantamentos da CNN e da NPR, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) tornou público um vasto conjunto de documentos referentes ao caso do financista Jeffrey Epstein. Mesmo assim, o material liberado não contém vários depoimentos tidos como importantes, que foram coletados pelo FBI junto a testemunhas relacionadas às alegações que envolvem o ex-presidente Donald. 

Entre os registros que não foram incluídos no material divulgado, estão três depoimentos ligados a uma mulher que acusa Donald Trump de agressão sexual ocorrida há décadas. Ela também afirma ter sofrido abusos por parte de Jeffrey Epstein quando tinha apenas 13 anos de idade.

Como começou a ligação

Os registros confirmam que os dois se conheciam desde o início dos anos 1990, no circuito de negócios e festas de elite em Nova York e Flórida.
  • Encontros frequentes: Diários e agendas mostram visitas recíprocas à Mansão Mar-a-Lago, propriedade de Trump, e à residência de Epstein em Manhattan. Ambos viajaram juntos no jato particular do financista e participaram de eventos sociais por mais de 15 anos.
  • Declarações antigas: Em 2002, Trump chegou a dizer em entrevista: “Conheço Jeffrey Epstein há 15 anos. É um cara brilhante que gosta de mulheres bonitas, tanto quanto eu, e muitas delas são bem jovens” — frase que voltou a circular com a abertura dos arquivos.

O que os documentos revelam de fato

Entre os pontos mais destacados nos materiais liberados:
Mencionado mais de mil vezes: O nome de Trump aparece em agendas, anotações e trocas de mensagens, mas não há mensagens diretas enviadas de um ao outro.
Anotações controversas: Em e-mail de 2011 para sua cúmplice Ghislaine Maxwell, Epstein chamou Trump de “o cachorro que não latiu”, citando que ele teria passado horas em sua casa com uma jovem — alegação sem confirmação oficial.
Ofertas em troca de benefício: Em anotações feitas na prisão, em 2019, Epstein descreveu Trump como “um vigarista completo” e sugeriu ter informações para entregar a promotores, em troca de uma pena mais branda. Nada foi levado adiante antes da morte do financista.
Alegações sem provas: Há relatos de depoimentos de supostas vítimas que citaram Trump, mas as autoridades já informaram que essas versões não foram corroboradas e não geraram acusações criminais.

Posições oficiais

  • Donald Trump: Sempre negou qualquer envolvimento em atividades ilícitas. Afirmou que cortou relações com Epstein por volta de 2004, quando começaram a surgir as primeiras denúncias contra ele, e classificou as alegações como “infundadas e politicamente motivadas”.
  • Investigações: Tanto o FBI quanto promotores federais já declararam que, até o momento, não há evidências concretas ligando Trump aos crimes de tráfico sexual de Epstein.

O que é importante lembrar

Os arquivos mostram a proximidade social e de negócios entre os dois, mas não servem como prova de culpa. Muitas menções são opiniões, anotações pessoais ou versões de terceiros, sem confirmação independente.

A matéria segue os fatos oficiais e destaca que as informações são parte de documentos liberados, mas não configuram condenação ou prova definitiva. Acompanhamos novas atualizações conforme a liberação de materiais. Fonte - MSN

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