NASA fotografa formações rochosas em equilíbrio em Marte; cientistas ainda não têm explicação definitiva

 

Imagens registradas pelo rover Perseverance na Cratera Jezero mostram estruturas empilhadas com aparência artificial, mas pesquisadores descartam hipóteses de interferência externa e investigam milhões de anos de erosão

Novas imagens enviadas pelo rover Perseverance, da NASA, reacenderam o fascínio e o debate sobre a geologia marciana: formações rochosas com formato estranho, aparentemente equilibradas ou empilhadas com precisão, foram registradas na Cratera Jezero e ainda não têm uma explicação conclusiva. Os registros foram feitos no dia 13 de maio de 2026, durante o 1.859º sol (dia marciano) da missão, e analisados nas últimas semanas.

O que aparece nas fotos

Com a câmera de alta resolução Mastcam-Z, o equipamento capturou blocos de rocha sobrepostos em uma disposição que parece deliberada — quase como se fossem colocados ali por mãos humanas. A cena se passa em uma região que, há bilhões de anos, abrigou um lago e um delta fluvial, quando Marte tinha água líquida na superfície e atmosfera mais densa.
Para os geólogos planetários, o que chama a atenção não é apenas o visual curioso, mas o fato de essas estruturas não se encaixarem perfeitamente nos modelos de relevo já conhecidos do planeta.

O que se sabe até agora — e o que ainda é mistério

A hipótese mais provável, segundo a equipe da NASA, é que se trata de processos geológicos naturais: uma rocha originalmente maior foi desgastada ao longo de milhões de anos pelo vento, pela água que existiu no passado e pelas variações bruscas de temperatura, até se fragmentar e assumir essa aparência de “empilhamento”.

“O que vemos provavelmente é uma única formação que se partiu em camadas e foi esculpida pela erosão. Mas ainda não temos dados suficientes para confirmar exatamente como chegou a esse estado”, explicou um integrante da missão.

Especialistas descartam de forma categórica qualquer ligação com construções, artefatos ou presença de vida inteligente: “Tudo indica que é apenas o resultado de forças naturais agindo por eras geológicas, ainda que com uma aparência que surpreende o olhar humano”.

Por que a descoberta é importante

A Cratera Jezero foi escolhida como local de pouso justamente por guardar registros do clima antigo e da possibilidade de ambientes habitáveis no planeta vermelho. Analisar essas rochas ajuda a entender:
  • Como a água e o vento moldaram Marte ao longo do tempo; Quais minerais estão presentes e como foram formados;
  • Como a crosta marciana evoluiu sem a movimentação de placas tectônicas como a da Terra.
Além disso, o Perseverance continua coletando amostras que deverão ser trazidas à Terra em missão futura — e esses mesmos blocos podem estar entre os materiais estudados em laboratórios aqui, para responder definitivamente como surgiram.

O que vem pela frente

Nas próximas semanas, o rover deve se aproximar mais das formações para registrar novos ângulos e analisar a composição química das pedras com instrumentos de raios‑X e espectroscopia. Enquanto isso, as imagens seguem gerando especulações nas redes sociais — mas para a ciência, o foco continua em decifrar a história natural que Marte guarda em cada rocha.

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