Globo Esporte TV apaga post “Palmeiras não tem Mundial”

 

Conteúdo usou imagem do atacante Flaco López; profissional da própria emissora classificou a publicação como “enorme decepção” e defendeu respeito no jornalismo esportivo.

O canal Globo Esporte TV (GE TV), projeto digital da Rede Globo, apagou das redes sociais uma publicação com a frase “Palmeiras não tem Mundial” após forte repercussão negativa — incluindo críticas de uma comentarista que integra a própria equipe.

O que foi publicado

A postagem trazia uma montagem com o atacante Flaco López, jogador do Palmeiras que integrou a seleção argentina vice‑campeã da Copa do Mundo de 2026. A legenda retomou uma das provocações mais antigas do futebol brasileiro, que gira em torno da discussão sobre o reconhecimento da Copa Rio de 1951: o clube considera o torneio um título mundial, enquanto a Fifa não o inclui na lista oficial de Mundiais de Clubes, organizados pela entidade a partir de 2000.

A reação da comentarista

Logo após a publicação ganhar destaque, a comentarista Luana Maluf se manifestou publicamente nas redes sociais, classificando o conteúdo como “enorme decepção” e afirmando compartilhar a indignação dos torcedores.

“Entendo as centenas de mensagens que recebi. Minha revolta foi tão grande quanto a de vocês”, escreveu a profissional, que também é palmeirense. Ela acrescentou que perfis jornalísticos devem manter postura diferente de páginas de humor ou de provocações entre torcidas, e que o post não representa o trabalho da redação. Em tom de desabafo, chegou a dizer: “Espero não ser demitida por esse post” — depois esclareceu que a frase foi brincadeira e que sempre teve liberdade na emissora.

O desfecho

Segundo Luana Maluf, a insatisfação foi levada à direção internamente de forma imediata. O post foi reconhecido como um erro e removido do ar em seguida. Posteriormente, a direção de esportes da Globo teria advertido a equipe responsável e reforçado orientações sobre a linha editorial e a resolução de divergências internas.

A polêmica reacendeu, mais uma vez, o debate histórico sobre o reconhecimento da conquista de 1951 e também levantou questionamentos sobre o tom de publicações de veículos jornalísticos em redes sociais, que precisam equilibrar proximidade com o público e responsabilidade informativa.

Fonte da matéria - Revista Forum


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