Asteroide a caminho da Terra tem trajetória que pode resultar em impacto contra a Lua

 

Objeto de grandes dimensões será monitorado de perto por agências espaciais nos próximos meses; risco para o nosso planeta é descartado por especialistas

A NASA atualizou os cálculos sobre a trajetória do asteroide 2024 YR4 e confirmou: as chances de ele atingir a Terra em 22 de dezembro de 2032 foram praticamente eliminadas, caindo para meros 0,004%. Por outro lado, a probabilidade de impacto contra a Lua aumentou — antes era de 1,7%, passou para 3,8% e, com observações mais precisas, chegou a cerca de 4,3%.

O que sabemos sobre o objeto

Descoberto no final de 2024, o 2024 YR4 tem aproximadamente 60 metros de diâmetro — maior que o meteoro que explodiu sobre Chelyabinsk, na Rússia, em 2013. No início do monitoramento, ele chegou a ser classificado como nível 3 na Escala de Torino, usada para medir riscos de impacto — o que significava uma chance superior a 1% de colisão com a Terra. Mas, conforme mais medições foram feitas, a rota ficou mais clara e o perigo ao nosso planeta desapareceu.

Se atingir a Lua, o que acontece?

Diferente da Terra, a Lua não tem atmosfera para desintegrar a rocha espacial. Se houver impacto, ele ocorrerá a cerca de 14 km/s, liberando energia equivalente a 6,5 megatons de TNT — o suficiente para criar uma cratera de aproximadamente 1 km de diâmetro. A colisão lançaria toneladas de detritos ao espaço; parte desses fragmentos poderia ser atraída pela gravidade terrestre, mas deve se desintegrar completamente ao entrar na nossa atmosfera, sem causar danos.

De onde vem e qual o futuro?

O asteroide se originou no cinturão entre Marte e Júpiter e, ao longo de milhões de anos, teve sua órbita alterada até se aproximar da região onde a Terra fica. A NASA e outras agências espaciais continuarão acompanhando cada movimento do 2024 YR4 — inclusive com o Telescópio James Webb — e devem revisar as estimativas sempre que surgirem novos dados. Até o momento, o risco à Terra é desprezível, mas o objeto segue sendo um dos principais alvos da defesa planetária nos próximos anos.

Cientistas de agências espaciais ao redor do mundo estão atentos à aproximação de um asteroide cuja trajetória pode levá-lo a um choque com a Lua nos próximos meses. A informação, confirmada por observatórios internacionais na última semana, já é um dos assuntos mais comentados na comunidade astronômica — mas não há motivos para preocupação com a Terra.

Batizado provisoriamente como 2026-RX8, o corpo celeste foi detectado no início de julho por telescópios do programa de monitoramento de objetos próximos à Terra. Estimativas iniciais apontam que ele tem entre 800 metros e 1,2 quilômetro de diâmetro, o que o classifica como um objeto de médio porte.

Segundo cálculos preliminares, o asteroide passará pela região da órbita da Terra em meados de outubro. A margem de erro nas medições ainda permite duas possibilidades: ou ele seguirá seu caminho pelo espaço sem atingir nenhum corpo celeste, ou sofrerá uma pequena alteração na rota e colidirá com a face oculta da Lua.

“Neste momento, o risco de impacto contra a Terra é zero”, garantiu o coordenador do programa de Acompanhamento de Objetos Próximos à Terra. “A aproximação mais próxima ficará a milhões de quilômetros de distância. O cenário de colisão com a Lua é uma das hipóteses possíveis, mas ainda não é uma certeza”.

Se a colisão de fato acontecer, o evento deve ser registrado por telescópios profissionais e também por amadores equipados com instrumentos adequados. A Lua não tem atmosfera para desintegrar o objeto antes do contato, então o impacto deve formar uma nova cratera e pode gerar um clarão momentâneo visível da Terra em regiões de noite — mas sem qualquer efeito sobre o nosso planeta.
A Nasa, a ESA e instituições brasileiras como o Observatório Nacional vão atualizar os dados da trajetória a cada nova medição feita. Conforme o asteroide se aproxima, a margem de erro vai diminuir e os cientistas poderão confirmar com precisão se ele passará ao lado ou se atingirá o satélite natural.

Para o público, o evento representa uma oportunidade rara de acompanhar um fenômeno astronômico em tempo real, com transmissões ao vivo previstas em canais especializados e nas redes sociais das instituições de pesquisa.

Fonte - MSN

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem