O fugitivo do Beasil deve explicação para o Brasil

 

Saída do País acontece dois dias após o candidato do PL à Presidência perder a eleição para o presidente Lula O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu do Brasil e está nos Estados Unidos, segundo informações de duas fontes da agência de notícia Reuters. A fuga do País acontece dois dias após o candidato do PL à Presidência perder as eleições para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na segunda-feira, 26, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o cancelamento de todos os passaportes emitidos em nome de Flávio, além de proibir o senador de "manter contato, por qualquer meio, direto ou por interprosta pessoa, com Willer Tomaz" no âmbito de uma investigação contra ele que tramita ⁠na Corte. O ministro ainda deu prazo de 24 horas para a entrega de passaportes de outras nacionalidades. Como o prazo não foi respeitado, os documentos foram cancelados na manhã desta terça-feira. 

A relação de Flávio com o empresário e advogado Willer Tomaz foi alvo de polêmicas na reta final do segundo turno das eleições. Os dois são amigos e teriam conexões entre empresas e plataformas de bets, viagens e até endereços. Outro ponto em comum entre ambos são as investigações, já que o senador é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro, envolvendo justamente o advogado, a quem descreve como amigo.

Willer, por sua vez, é alvo de outra apuração por possível envolvimento no desvio de recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ainda há outro nome entre os dois, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado por uma fraude bilionária. Flávio já confirmou ter uma relação de "amizade legítima" com Willer e disse que "qualquer tentativa de insinuar irregularidade a partir dessa afinidade pessoal é mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos".

Flávio comentou a situação em vídeo publicado em suas redes sociais. Segundo ele, a PF esteve presente na casa de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado, na manhã de segunda-feira, durante visita. "Fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o País."

"A decisão de Alexandre de Moraes se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro, que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição", explicou Flávio. No caso, durante entrevista ao podcast norte-americano Louder with Crowder, apresentado pelo comentarista Steven Crowder, Eduardo Bolsonaro disse: "Presumo que, se meu irmão não ganhar [a eleição], sou a favor que ele deixe o país".

Em nota, a campanha de Flávio afirmou na segunda que ele cumpriria a determinação de Moraes e que "nunca pensou em deixar o Brasil".

Fonte de Noticias Terra



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