Lula diz que é 'vergonhoso' Flávio fugir do país

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira (27) que o candidato derrotado no segundo turno das eleições, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), fugiu do Brasil e que deve ter "culpa na consciência". 

O senador Flávio Bolsonaro deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos, segundo duas fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters em reportagem publicada no início da tarde. Por volta das 17h, o jornal "The New York Times", também citando duas fontes anônimas, publicou a mesma informação.

Mais cedo, um jornal argentino divulgou que o senador teria saído do Brasil pela fronteira com Puerto Iguazú, na Argentina. Segundo a reportagem do Infobae, Flávio teria cruzado a fronteira para a Argentina usando seu documento de identidade. Segundo o site de monitoramento aéreo FlightRadar24, a aeronave voou de Buenos Aires para Puerto Iguazú e chegou à cidade às 23h45, no horário de Brasília. O avião, no entanto, não havia deixado a cidade desde então, segundo os registros.

Segundo o site de monitoramento aéreo FlightRadar24, a aeronave voou de Buenos Aires para Puerto Iguazú e chegou à cidade às 23h45, no horário de Brasília. O avião, no entanto, não havia deixado a cidade desde então, segundo os registros. Não há confirmação até o momento se Flávio chegou a estar na aeronave e se teria trocado de avião para seguir para os Estados Unidos.

 Na manhã desta terça, o controle de imigração do governo argentino afirmou que não havia registro de entrada de Flávio Bolsonaro no país. O Departamento de Estado dos EUA concederá vistos a Flávio Bolsonaro e a sua família e permitirá a entrada deles no país, segundo informou uma autoridade do órgão. O governo Trump não informou se o senador já está no território americano.

O pedido da PF, revelado pela coluna da Malu Gaspar do jornal "O Globo", lembrou de declaração de Eduardo Bolsonaro em que ele defendeu que o irmão deixasse o país em caso de derrota na disputa ao Palácio do Planalto.Segundo investigadores, a manifestação de Eduardo Bolsonaro "não pode ser examinada de forma isolada", sendo que Willer Tomaz, investigado com Flávio Bolsonaro num inquérito sobre lavagem de dinheiro, está em Miami (EUA) desde agosto de 2026, após ser alvo da Operação Sem Desconto.A PF afirmou ainda que Willter Tomaz "dispõe de recursos financeiros suficientes para permanecer indefinidamente no exterior, caso assim deseje" e que Eduardo Bolsonaro mantém nos Estados Unidos estrutura voltada à permanência de longa duração.

No pedido, a PF cita cita ainda a suspeita, em averiguação, de que recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro tenham sido utilizados para a manutenção da estrutura de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

"Somam-se a isso dois elementos relevantes. O primeiro é que Eduardo Bolsonaro, ao que tudo indica, já mantém nos Estados Unidos estrutura voltada à permanência de longa duração. O segundo é que permanece sob apuração o real destino dos recursos remetidos aos Estados Unidos por Daniel Vorcaro, por intermédio do doleiro Antonio Freixo. Não está descartada a hipótese de que parte desses valores tenha sido destinada ao custeio da permanência de Eduardo Bolsonaro em território estadunidense".

Antônio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro, fez sete repasses ao filme Dark Horse por meio do fundo Havengate, controlado por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Mineiro fechou acordo de delação premiada, homologado pelo ministro André Mendonça, do STF, em setembro, e precisa colaborar com as investigações para obter benefícios caso seja condenado.A decisão de Moraes faz parte do processo em que Flávio Bolsonaro é investigado pela relação com o advogado Willer Tomaz, em um suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e apostas esportivas. O caso segue em sigilo de justiça.

Fonte  G1


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