Ex-agente da CIA cita suposta interferência dos EUA nas eleições brasileiras

 

De acordo com o ICL Notícias, John Kiriakou, ex-agente da CIA, afirmou nas redes sociais que teria identificado sinais de uma suposta interferência da agência de espionagem dos Estados Unidos na eleição brasileira.

Kiriakou, que ganhou notoriedade nos últimos anos, prometeu divulgar mais informações sobre a acusação ao longo desta semana. Até o momento, porém, ele não apresentou provas que sustentem a denúncia.

Inicialmente, o ex-agente afirmou que havia conversado com Jair Bolsonaro há três anos, quando o político ainda era candidato.

“Conversei com o presidente Bolsonaro há três anos, quando ele era candidato. Receio ter subestimado o poder do populismo nesta disputa atual. Ele vai perder. E há evidências confiáveis de que a CIA está envolvida”, escreveu.

Pouco depois, Kiriakou publicou uma correção. Ele afirmou que, na verdade, conversou com Luiz Inácio Lula da Silva.

Ex-agente corrige declaração

“Uma correção aqui: minha conversa foi com LULA, não com Bolsonaro. (Para esclarecer, a CIA está potencialmente intervindo a favor de Bolsonaro, não de Lula). Explicações e mais detalhes sobre a eleição presidencial do Brasil sairão amanhã no programa Briefing Room, de John Kiriakou”, afirmou. Até agora, Kiriakou não apresentou evidências públicas para sustentar a acusação de interferência da CIA.

Quem é John Kiriakou?

Kiriakou trabalhou para a CIA entre 1990 e 2004. Em 2013, ele se declarou culpado por revelar o nome de um agente infiltrado.

O caso foi o primeiro desse tipo em 27 anos. Como parte de um acordo de confissão, Kiriakou recebeu uma pena de 30 meses de prisão em um tribunal federal.

Ele admitiu ter revelado a um repórter a identidade de um oficial infiltrado. O agente havia participado de interrogatórios de supostos integrantes da Al-Qaeda em centros secretos de detenção da CIA.

Ex-agente ganhou destaque com denúncia sobre tortura

Kiriakou ganhou destaque público em 2007, durante a presidência de George W. Bush.

Em entrevista à rede de televisão ABC, ele afirmou que a CIA havia utilizado o waterboarding, técnica que simula afogamento, contra Abu Zubaida, um detento de Guantánamo.

Na época, o diretor da CIA, David Petraeus, divulgou um comunicado sobre o acordo de confissão de Kiriakou. Outras quatro acusações foram retiradas. Petraeus classificou o caso como uma “vitória importante” para a agência, para a comunidade de inteligência e para os Estados Unidos.

A condenação de Kiriakou marcou a primeira vez em 27 anos que alguém foi considerado culpado por revelar o nome de um agente infiltrado.

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Fonte- MSN

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