Testemunhas são ouvidas em audiência sobre assassinato de Durval Filho

 

Aurélio Alves Bezerra matou Durval Teófilo Filho depois de o confundir com um assaltante. Eram vizinhos de um condomínio Colubandê. No dia 3 de Março, segunda-feira, às 14h20, será realizada uma audiência de prova no caso de homicídio de Durval Teófilo Filho. O sargento da Marinha Aurelio Alves Bezerra, que disparou o tiro que matou Durval, é o arguido no caso.

Durval foi assassinado por Aurélio a 2 de Fevereiro, depois de ter sido confundido com um ladrão. A viúva da vítima declarou que o incidente foi motivado por motivos raciais. Aurélio e Durval viviam um ao lado do outro num condomínio em So Gonçalo, Rio de Janeiro.

Apesar disso, o sargento disse ter notado um tipo a aproximar-se rapidamente do seu carro e confundiu-o com um ladrão.

A audiência será conduzida no Fórum Regional de Alcântara-Juíza Patrícia  Acioli, em Colubandê, um bairro de So Gonçalo, na segunda-feira, em primeiro lugar para ouvir testemunhas para a acusação e defesa.

Quando Durval Teófilo Filho, 38 anos, regressou a casa, foi baleado por Aurélio Alves Bezerra. O sargento chegou para ajudar Durval, mas foi detido enquanto o fazia. Por volta das 23 horas, o crime ocorreu na Rua Capito Juvenal Figueiredo 1520 em Colubandê.

Aurélio disse à Polícia Militar que estava a conduzir para casa quando reparou que um estranho se aproximava do seu carro "muito rapidamente". Segundo os militares, deu três tiros no estômago a Durval.

A Marinha do Brasil disse numa declaração que "tomou conhecimento da incidência envolvendo um dos seus membros militares, em So Gonçalo-RJ, e notifica que está a coordenar com as agências apropriadas a explicação do facto". O texto continua, "O MB lamenta o que aconteceu e simpatiza com a família da vítima"

Fonte G1.

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