Segundo as informações do portal Yahoo Brasil, desde quinta-feira passada, chuvas fortes mataram pelo menos 16 pessoas no Estado do Rio de Janeiro (31).
Um deslizamento de terras em Paraty matou sete deles, todos da mesma família (240 km da capital). Na região metropolitana, foram relatadas mais oito mortes em Angra dos Reis (156 km do Rio) e uma em Mesquita.
Esta manhã, prosseguem os trabalhos de limpeza das estradas e de salvamento de potenciais vítimas (3). Foram noticiados indivíduos desaparecidos em cidades como Angra.
Uma mãe e seis filhos, de 2 a 17 anos de idade, estavam entre os mortos da cidade, de acordo com a Câmara Municipal de Paraty. Um sétimo jovem foi recuperado vivo e encontra-se em condições estáveis no Hospital Municipal Hugo Miranda. Um total de mais quatro pessoas foram feridas, embora nenhuma delas tenha ficado gravemente ferida.
Sete casas foram destruídas por um deslizamento de terras na aldeia costeira de Ponta Negra nas primeiras horas de sábado, de acordo com a Câmara Municipal de Paraty (2). Equipas de salvamento dos bombeiros e da Defesa Civil foram despachadas.
No município, 219 agregados familiares foram atingidos por cheias ou perdas materiais em resultado das chuvas. Habitam em 22 zonas diferentes de Paraty. Há 15 famílias que foram relocalizadas e estão a ser alojadas em escolas.
O bairro de Monsuaba em Angra dos Reis foi uma das regiões devastadas. Os deslizamentos de terras destruíram pelo menos seis casas, de acordo com a cidade.
De acordo com a administração municipal, houve oito mortes na área a partir da manhã de domingo. Quatro crianças e quatro adultos estavam entre as vítimas.
Em Angra dos Reis, derramou 655 milímetros no continente e 592 milímetros na Ilha Grande em 48 horas. Segundo a Câmara Municipal, estes são índices que nunca foram registados na cidade.
A Defesa Civil aconselha os residentes a permanecerem em casa e só partirem se receberem um aviso dos funcionários. Os residentes devem abandonar as suas casas assim que ouvirem as sirenes e dirigir-se ao posto de assistência da Câmara Municipal mais próximo.
O governo local declarou o estado de emergência como resultado da devastação. Fernando Jordo (MDB), o presidente da Câmara de Angra dos Reis, declarou que a cidade tinha sido preparada para chuvas fortes, mas culpou a gravidade das tempestades pelos danos.
"A cidade estava pronta, e tomámos as devidas precauções. Se não tivéssemos sido preparados para toda esta chuva, que foi o dobro da de Petrópolis, os danos teriam sido muito piores", declarou ele
As tempestades já tinham causado estragos na sexta-feira (1), com a região da Ilha Grande a sofrer as consequências da devastação. As famílias deslocadas foram escoltadas para três escolas municipais, depois de todos os 20 sistemas de alarme da Defesa Civil terem sido acionados. No sábado, havia 49 indivíduos em abrigos.
Fonte de redação Yahoo Brasil