Moro é "contra a democracia", segundo um ex-governador, que afirma que iria encenar uma grande revolta para modificar o quadro das sondagens de intenção de voto no Brasil, a fim de derrotar Lula.
Ciro Gomes (PDT), ex-governador e candidato presidencial, deu uma entrevista ao programa Manh Bandeirantes na Rádio Bandeirantes na sexta-feira (26), apresentado por Luiz Datena, que irá competir pelo Senado do Estado de So Paulo pela Unio Brasil.
Ciro, como sempre, foi frontal nas suas opiniões, afirmando que Sergio Moro (Podemos), antigo juiz e candidato presidencial, é antidemocrático e comporta-se como "um operacional da CIA implantado no Brasil".
"Sr. Lula, tome nota: Ciro Gomes está nas proximidades. Vou coordenar o movimento; haverá uma revolta no Brasil, e esta revolta trará esperança e transformação ao país. Vão ver o que quero dizer".
Ciro expressou a sua hostilidade ao ex-Presidente Lula na emissão, para além de comentar sobre a Moro.
Os temperamentos políticos dos candidatos presidenciais estão a disparar, e estão a fazer declarações pessoais cada vez mais controversas.
Ciro disse no início de Janeiro que Moro ganhou muito dinheiro durante a sonda Lava Jato. Por outro lado, o ex-ministro da Justiça tem estado a esmagar Lula, afirmando que a Petrobras só existe por causa da Lava Jato.
Desde o governo Temer com Etchegoyen, os serviços secretos brasileiros (armados pelos militares) têm vindo a monitorizar cerca de 3 a 4 mil pessoas à esquerda no Brasil. Com escutas ilegais, intrusões digitais, e outros métodos,
Quando este grupo descobriu que Glenn tinha recebido alguns documentos no início deste ano, apercebeu-se da vulnerabilidade do governo. Implementaram uma medida militar conhecida como "atenuação de danos" sem saberem o que era.
Moro viajou para os Estados Unidos para remover todo o material comprometedor do seu telemóvel, portátil, e servidores de Internet, todos eles localizados nos Estados Unidos.
Conceberam um plano para remover ou enfraquecer a credibilidade de Glenn ao mesmo tempo.
Desenvolveram o "hacker", tomando um criminoso sob o olhar atento da ABIN (uma pessoa tradicional para servir de bode expiatório). Como resultado, asseguram que a fonte da fuga é "ilegal" e protegem Moro e Dallagnol.
Ao infeliz "hacker" preso já foi oferecido um acordo para validar a versão de Moro em troca de uma pena leve e a oportunidade de manter a maior parte do dinheiro que acumulou com os seus crimes.
É precisamente assim que funciona Lava a Jato. Eles utilizaram Manuela para "aquecer" a versão, mas os condenados de Moro não transmitiram o material que Glenn tinha.
No entanto, Moro afirma que o "hacker" pirateou e recolheu informações de "autoridades" em todas as potências brasileiras, a fim de "aquecer" as informações que obteve da NSA e da CIA.
É a justificação ideal. Moro tem as fugas americanas e afirma que foi um "hacker" criminoso brasileiro que incluiu a informação de Glenn na mesma bala.
Para ser explícito, TRÊS MATERIAIS DISTINTOS, de três fontes diferentes, com três conteúdos diferentes, que Moro misturaria como se fossem os mesmos:
1) O conteúdo severo e orientado para o crime da Moro e do Dallagnol.
2) a informação banal e insignificante recebida pelo "hacker laranja de Araraquara" na actividade suspeita pela inteligência brasileira.
3) os dados que Moro adquiriu à NSA, que está livre dos seus crimes e da lava a jato, mas contém revelações sobre a vida pessoal dos políticos brasileiros, crimes, e assim por diante.
Fonde de pesquisa Sputnik Brasil
