Bolsonaro declarou que não aceitaria o resultado do pleito após ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. O político reclamou da extensão do horário de votação e afirmou que recorreria à Justiça para tentar anular a eleição.
"É impossível reconhecer os resultados das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, nós vamos pedir anulação dessas eleições. A gente não está aqui para brincadeira", declarou o candidato.
Flávio Bolsonaro também questionou a decisão relacionada ao horário de votação e criticou a atuação de Cristiano Zanin, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
"Não vou aceitar que a regra do jogo tenha sido mudada em cima do jogo mais uma vez pelos amigos do Lula no Supremo Tribunal Federal. É inexplicável isso ter acontecido. As coisas acontecem do nada a pedido de um ex-sócio do próprio Zanin, e ele atende um pedido por cima da justiça eleitoral", afirmou.
Ao analisar a declaração, Octavio Guedes comparou a postura do senador à do pai, Jair Bolsonaro. "Em 2022, a família golpista inventou que as urnas eletrônicas não eram confiáveis, mas dentro daquela maluquice, é possível que o Jair [Bolsonaro] acredite mesmo. A diferença dele para o Flávio é que o Flávio é um cínico", disparou ao vivo.
O jornalista explicou que considera a fala contraditória porque a campanha de Flávio Bolsonaro também havia solicitado que a votação fosse estendida. "Ele é um cínico porque a campanha dele, às 15h27, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral um pedido para a prorrogação do horário de votação", destacou.
Guedes também citou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, sobre a prorrogação do horário. Segundo o comentarista, o documento menciona solicitações feitas tanto pela campanha do PT quanto pela equipe do político do PL.
"E [Cristiano] Zanin, na decisão dele, diz que está atendendo dois pedidos. Um pedido da campanha do PT e um pedido da campanha do Flávio", afirmou o jornalista.
Na avaliação de Octavio Guedes, ao questionar a decisão, Flávio deixou de mencionar que sua própria campanha havia feito um pedido semelhante. "Essa fala dele é uma fala cínica porque ele está dando a entender que o Zanin prorrogou a votação apenas a pedido do PT, omitindo que a própria campanha dele pediu", acrescentou.
Apesar das críticas ao discurso do senador, o comentarista também fez ressalvas à decisão judicial. "Quer criticar a decisão do Zanin? Pode criticar, porque ela era 'incumprível'. Decisão judicial incumprível não é uma boa decisão, tumultua, mas isso não mudou o resultado da eleição", concluiu.
Fonte MSN
