Produtora de 'Dark Horse' não operava no endereço declarado, confirma relatório da Polícia Civil

 


Empresa Go Up Entertainment, responsável pelo filme sobre Jair Bolsonaro, não tinha cadastro em sala comercial da Avenida Paulista; Instituto Conhecer Brasil também não funcionava no local

A Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme Dark Horse — cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro — não funcionava no endereço declarado às autoridades, uma sala comercial na Avenida Paulista, região central de São Paulo. A informação consta no relatório da Polícia Civil sobre o cumprimento de mandados de busca e apreensão, divulgado neste domingo, 13 de setembro, após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo do processo.

🔍 O que a polícia encontrou no local

Durante diligências realizadas em junho deste ano, no âmbito da Operação Wi-Fi, os agentes foram até a sala comercial indicada como sede da Go Up e de outras empresas ligadas à empresária Karina Ferreira da Gama, produtora do filme. No entanto, funcionários do prédio informaram que:

Durante diligências realizadas em junho deste ano, no âmbito da Operação Wi-Fi, os agentes foram até a sala comercial indicada como sede da Go Up e de outras empresas ligadas à empresária Karina Ferreira da Gama, produtora do filme. No entanto, funcionários do prédio informaram que:

  • ✅ A Go Up Entertainment não estava cadastrada no endereço;
  • ✅ A GO7 Assessoria, outra empresa de Karina da Gama, também não constava no cadastro do edifício;
  • ✅ O Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG presidida por Karina e que firmou contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo, estava com o cadastro cancelado e não operava mais no espaço;
  • ✅ Não foi localizada nenhuma documentação relacionada aos investigados no local, que funciona como espaço de coworking.

A própria Prefeitura de São Paulo já havia registrado em relatórios de vistoria, ainda em janeiro e maio de 2025, que "não havia nenhuma pessoa do Instituto no local" e que funcionários do prédio "afirmaram que nunca houve uma sede do Instituto no endereço fornecido". Mesmo assim, repasses continuaram sendo feitos à entidade.

🎬 O caso Dark Horse em resumo

O filme Dark Horse é uma produção que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro. A investigação apura se recursos públicos, por meio de emendas parlamentares e de contratos da Prefeitura de São Paulo com o Instituto Conhecer Brasil, foram desviados para financiar a película. O deputado federal Mário Frias (PL-SP) e a empresária Karina da Gama são figuras centrais nas apurações.
A Polícia Federal também deflagrou em setembro a Operação Make Up, autorizada pelo ministro Flávio Dino, que investiga a fragmentação de valores públicos entre ONGs e empresas de fachada para dificultar o rastreio do dinheiro.

⚖️ O que diz a defesa

A defesa de Karina da Gama afirma que a empresária tem colaborado com as investigações e nega qualquer irregularidade. Já o deputado Mário Frias negou ao STF o repasse de recursos para o filme e solicitou o arquivamento da apuração.

📌 Principais pontos da investigação

                                                Tabela                                      
ItemDetalhe
🎬 Filme investigadoDark Horse — cinebiografia de Jair Bolsonaro
🏢 Empresa investigadaGo Up Entertainment (produtora)
📄 Contrato públicoR$ 108 milhões — Prefeitura de São Paulo × Instituto Conhecer Brasil
📍 Endereço declaradoAvenida Paulista, São Paulo — sem funcionamento comprovado
🔎 OperaçõesWi-Fi (Polícia Civil) e Make Up (Polícia Federal)
👤 InvestigadosKarina da Gama e Mário Frias
⚖️ SituaçãoEm apuração; sigilo parcial retirado em 13/09

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