Irã ataca bases dos EUA no Kuwait e Bahrein com mísseis e drones

 


Publicado em: 28 de junho de 2026 | Redação – Mundo em Foco

A tensão no Golfo Pérsico atingiu novo ponto crítico nesta semana: a Guarda Revolucionária do Irã confirmou ter executado uma operação retaliatória com mísseis balísticos e drones contra bases e instalações militares dos Estados Unidos situadas no Kuwait e no Bahrein, aliados estratégicos de Washington na região. A ação ocorre horas após ataques aéreos americanos a estruturas de vigilância costeira iranianas, reacendendo o risco de uma escalada generalizada.


O que aconteceu


Segundo comunicado oficial do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI), a ofensiva foi lançada na madrugada do último sábado (27), horário local, sob o nome-código “Promessa Verdadeira III”. Os alvos declarados foram:
Base Aérea Ali Al-Salem – no Kuwait, onde ficam aeronaves e tropas americanas;
Sede da Quinta Frota da Marinha dos EUA – em Manama, capital do Bahrein, principal centro de operações navais dos Estados Unidos no Golfo.
Foram disparados ao todo sete mísseis balísticos e dezenas de drones de ataque, conforme dados do Comando Central dos EUA (Centcom). Seis projéteis foram interceptados por sistemas de defesa aérea locais e americanos; um caiu em área desabitada sem causar danos graves, enquanto parte dos drones foi abatida antes de alcançar as áreas-alvo.
Moradores de Manama relataram sirenes de alerta aéreo e estrondos de explosões; no Kuwait, o tráfego aéreo foi suspenso temporariamente e escolas e serviços não essenciais foram fechados por segurança. Até o momento, não há registro de mortes ou feridos graves entre militares ou civis.


Motivação: ciclo de retaliações


O Irã justificou a ação como resposta direta a bombardeios realizados pelos Estados Unidos na sexta-feira anterior. Segundo o Centcom, forças americanas derrubaram quatro drones iranianos que se aproximavam do Estreito de Ormuz e, em seguida, atacaram duas estações de radar e monitoramento no litoral do Irã, alegando risco à segurança de embarcações comerciais e militares.
“Não permitimos agressões contra nosso território. Este foi um aviso contido; se os ataques continuarem, a resposta será muito mais ampla, incluindo o fechamento total do Estreito de Ormuz”, alertou o porta-voz da Guarda Revolucionária, em nota à agência IRNA.


Reações internacionais


  • Estados Unidos: O Centcom classificou a ação como “irresponsável e desestabilizadora”, afirmando que suas defesas funcionaram e que “todas as opções permanecem sobre a mesa” para proteger forças e aliados.
  • Kuwait e Bahrein: Ambos condenaram os ataques como violação da soberania nacional. O governo do Bahrein disse que “não será palco de confrontos entre potências”; o Kuwait pediu mediação urgente para evitar piora.
  • Nações Unidas: O secretário-geral pediu moderação máxima e lembrou que o Estreito de Ormuz é rota de passagem de cerca de 20% do petróleo mundial — qualquer interrupção pode provocar alta nos preços globais e crise energética.
  • Brasil e Mercosul: Manifestaram preocupação, defendendo solução diplomática e diálogo direto entre as partes.


Riscos para a economia e segurança global


Especialistas alertam que cada troca de ataques reduz a margem de negociação. “O conflito deixa de ser pontual e pode virar uma rotina. O maior perigo não é só militar, mas o impacto imediato no comércio e nos combustíveis”, explicou o analista de geopolítica internacional Carlos Alberto Ramos.
Os mercados de petróleo já reagiram: o barril do tipo Brent subiu cerca de 3,2% nas negociações desta manhã, com investidores temendo bloqueios no Golfo.


Próximos passos


Equipes de mediação do Catar, Omã e Rússia tentam contatar ambas as partes para propor uma nova trégua. Até o momento, Washington e Teerã não sinalizaram intenção de recuar, mas também não anunciaram novos ataques imediatos.
A situação segue sob observação constante, com as defesas aéreas da região em estado de alerta máximo.

Matéria baseada em comunicados militares, agências internacionais e fontes diplomáticas. A situação é dinâmica e pode sofrer alterações rápidas.

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