Os trabalhadores rejeitaram uma proposta elaborada conjuntamente pelo Ministério Público e pela Comlurb na passada quinta-feira (31). De acordo com uma sentença de injunção, o sindicato da categoria foi multado em R$ 200 mil todos os dias de greve. A greve foi considerada abusiva pelo Ministério Público do Trabalho.
A greve dos recolhedores de lixo no Rio de Janeiro é no seu sétimo dia desta quarta-feira, com os resíduos a acumularem-se em várias partes da cidade (6). A Comlurb e os trabalhadores ainda têm de negociar um acordo para que a recolha de lixo na cidade regresse ao normal, apesar de duas audições de mediação e três reuniões de trabalhadores.
A greve começou em 28 de Março, quando o Sindicato dos Empregados das Empresas de Limpeza e Manutenção do Rio de Janeiro, que representa os trabalhadores da Comlurb, convocou uma greve.
Devido às fortes chuvas no Rio na sexta-feira (1), o sindicato decidiu suspender temporariamente a greve. Na segunda-feira, a greve foi renovada (4). No total, os recolhedores de lixo do Rio de Janeiro tinham estado em greve durante sete dias.
Os catadores de lixo do Rio rejeitaram uma sugestão de ajuste de compensação dada durante a assembleia da categoria na passada quinta-feira (31), no Clube dos Aliados em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio.
A decisão de manter a greve foi tomada em resposta a uma proposta de ajustamento salarial feita conjuntamente pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e pela Comlurb numa sessão de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) na tarde da passada quarta-feira (29).
Foi prometido aos trabalhadores um reajustamento de 10 pontos percentuais ao longo de 2022, de acordo com o acordo. A proposta prevê uma subida de 6% em Março, um aumento de 2% em Agosto, e outro aumento de 2% em Novembro (o mês da data de base da função pública municipal).
Fonte G1 da globo